Cor de burro quando foge



Essa expressão é traduzida como uma cor indefinida ou estranha. Efeitos de “telefone-sem-fio” (lembra daquela brincadeira de criança onde a palavra é distorcida quando ditada de boca em boca?) são comuns em nossa língua, a expressão original não tinha nada a ver com cor alguma. A frase original é: “Corro de burro quando foge“. O burrinho é um animal pacato e dócil, entretanto pode se tornar agressivo e não há quem o segure. Um outro exemplo de frase com efeito telefone-sem-fio, “quem não tem cão caça com gato”. Originalmente a frase seria: “Quem não tem cão caça como gato”, o cão simbolicamente representa a força e o gato a astúcia. Ou seja, se você não é o mais forte, seja o mais esperto. Outro exemplo interessante e comum, “batatinha quando nasce se esparrama pelo chão”, quando o correto seria: “Batatinha quando nasce espalha ramas pelo chão“. “Batatinha quando nasce, Espalha ramas pelo chão Menininha quando dorme Põe a mão no coração” Uma bastante singular é a expressão: “Bicho carpinteiro”, já reparou que as mães de outrora costumavam dizer: Esse menino tá com bicho carpinteiro, não para quieto. Frase sem sentido, não? Bicho carpinteiro? Para fazer sentido, troque o bicho carpinteiro por “Bicho no corpo inteiro”. E para finalizar uma pérola: “Cuspido e escarrado”. Muito comum entre os mais antigos para dizer que uma pessoa é a cara de outra. A frase original seria: “Esculpido em Carrara”, alusão às esculturas de Michelangelo feitas com mármore da região italiana de Carrara.

Autor gazetabarauna

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